Tuesday, May 14, 2013

das nossas camas
restam lençóis onde um outro me tinha
lenços longos de cheiros, de manchas de adeus
que agora enxugam seus olhos como pele fria - minha,
presente de última vez
... haja pano, haja lenço
... lágrimas de véu cristalino
cócegas húmidas sobre a pálida memória
vigília:
pia pia pia
mas não me deixe acordar...
e eu que não sabia que eu não sabia das coisas que eu não sabia...

Monday, May 13, 2013

Peço pouco, pago dízimo aos meus tantos anos. Se afrouxem os nós dos cordões hereditários! limpo as mãos nas pregas do casaco e calço os pés nesta terra confortável. As portas se abrem e fecham nas paredes invisíveis, assim como os olhos se banham e secam sob a luz lúcida do dia.