comprei muito bem os últimos dias
um por favor por informações
dois por favores entre explicações pedidas
um por favor secreto por almoços de companhia
e ainda sorrisos, me foram dados de cortesia
então te vejo e gasto todas as minhas moedas
você me dá tudo isso que eu comprei
mas ainda vivo pobre desde quando te conheci
Thursday, October 16, 2014
Friday, October 10, 2014
Sunday, August 3, 2014
Wednesday, July 23, 2014
Gênesis do amor
e quando eu te encontrei
precisamos nos olhar
e olhar por um dia era pouco
precisamos nos falar
e falar por um dia era pouco
precisamos nos tocar
e tocar por um dia era pouco
precisamos nos beijar
e beijar por um dia era pouco
precisamos nos deitar
e deitar por um dia era pouco
precisamos nos deixar
e deixar por um dia era pouco
precisamos nos perder
e perder por um dia era pouco
precisamos nos desfazer
desfazer por um dia era pouco
precisamos nos esquecer
esquecer por um dia era pouco
precisamos nos recriar
recriar por um dia era pouco
precisamos nos re-recriar
e mais um dia assim
e mais um dia assim
e quando eu te encontrei
precisamos nos olhar
e olhar por um dia era pouco
precisamos nos falar
e falar por um dia era pouco
precisamos nos tocar
e tocar por um dia era pouco
precisamos nos beijar
e beijar por um dia era pouco
precisamos nos deitar
e deitar por um dia era pouco
precisamos nos deixar
e deixar por um dia era pouco
precisamos nos perder
e perder por um dia era pouco
precisamos nos desfazer
desfazer por um dia era pouco
precisamos nos esquecer
esquecer por um dia era pouco
precisamos nos recriar
recriar por um dia era pouco
precisamos nos re-recriar
e mais um dia assim
e mais um dia assim
Tuesday, July 22, 2014
me deitei na grama úmida pra dizer adeus.
deixei que os pássaros me olhassem, me devendassem entre os viajantes
que os cães sentissem o cheiro do meu amor em decomposição
deixei solto e sem palavras o pulso forte que me perfurava
antes que carícias de histórias me devolvessem o sono surdo de outubro
deixei que os pássaros me olhassem, me devendassem entre os viajantes
que os cães sentissem o cheiro do meu amor em decomposição
deixei solto e sem palavras o pulso forte que me perfurava
antes que carícias de histórias me devolvessem o sono surdo de outubro
mixto de morte e mundo
a grama-chama me dissolveu nas suas salivas finas
e o dia simplesmente verdejou entre os segundos
a grama-chama me dissolveu nas suas salivas finas
e o dia simplesmente verdejou entre os segundos
Monday, July 7, 2014
Car c'est le prix du voyage, c'est la peur. Il brise en nous une sorte de décor interieur. Il n'est plus possible de tricher – de se masquer derrière des heures de bureau et de chantier (ces heures contre lesquelles nous protestons si fort et qui nous défendent si sûrement contre la souffrance d'être seul). [...] Le voyage nous ôte ce refuge. Lois des nôtres, de notre langue, arrachés à tous nos appuis, privés de nos masques (on ne connaît pas le tarif des tramways et tout est comme ça), nous sommes tout entiers à la surface de nous-mêmes. Mais aussi, à nous sentir l'âme malade, nous rendons à chaque être, à chaque objet, sa valeur de miracle.
Albert Camus, "Amour de vivre", 109.
Monday, March 24, 2014
Seu nome se entorta em senoides justas
Arcos opostos de pontas curtas
Quedas e levantes dos lemes do céu
Refaço o seu nome nessas curvas angustiadas à maneira das preces que se fazem aos anjos,
Os mesmos anjos que te levaram sem saber que mesmo que as suas mãos pequeninas não me tocam mais, o seu nome ainda permanece impresso em mim.
Reescrevo o seu nome na esperança de que este se torne apenas uma prece sonora, daquelas ditas e repetidas, como ecos de crenças que já nem lembramos mais.
Arcos opostos de pontas curtas
Quedas e levantes dos lemes do céu
Refaço o seu nome nessas curvas angustiadas à maneira das preces que se fazem aos anjos,
Os mesmos anjos que te levaram sem saber que mesmo que as suas mãos pequeninas não me tocam mais, o seu nome ainda permanece impresso em mim.
Reescrevo o seu nome na esperança de que este se torne apenas uma prece sonora, daquelas ditas e repetidas, como ecos de crenças que já nem lembramos mais.
Saturday, February 22, 2014
Friday, February 21, 2014
Sunday, February 9, 2014
Negativa íntima:
(IN...admissível: partículas imersas em universos intransponíveis)
...e se me perguntar agora qual foi a mais terna lembrança que você me deixou, vou dizer "nenhuma", pois nada que me deixou poderia ter ficado comigo. Inadmissível.
Lembrança alguma me deixou, você inteiro me deixou. O que ficou em mim não são lembranças voadoras de um mais um mais um mais um mas sim, um profundo vazio interminável...
inesquecível
impermeável.
(IN...admissível: partículas imersas em universos intransponíveis)
...e se me perguntar agora qual foi a mais terna lembrança que você me deixou, vou dizer "nenhuma", pois nada que me deixou poderia ter ficado comigo. Inadmissível.
Lembrança alguma me deixou, você inteiro me deixou. O que ficou em mim não são lembranças voadoras de um mais um mais um mais um mas sim, um profundo vazio interminável...
inesquecível
impermeável.
Vraiment, est-ce qu'il doit se passer tout à fait comme ça quand on pars?
Toutes les choses qu'on voulait dire sont beaucoup, ces sont des choses pour une vie toute entière. Mais on fait comme si l'on les oublie, comme si ces mots fussent que des petites mots des enfants, dans l'attente de les rendre faibles et pas immortels. De cette façon, on reste toujours là, sans savoir quelles seront les réponses. C'est ça, on ne pars jamais.
(...près de Saarbrücken...)
Toutes les choses qu'on voulait dire sont beaucoup, ces sont des choses pour une vie toute entière. Mais on fait comme si l'on les oublie, comme si ces mots fussent que des petites mots des enfants, dans l'attente de les rendre faibles et pas immortels. De cette façon, on reste toujours là, sans savoir quelles seront les réponses. C'est ça, on ne pars jamais.
(...près de Saarbrücken...)
Friday, February 7, 2014
Subscribe to:
Posts (Atom)