A habilidade de viver aquilo que você é por apenas aquele dia...
e não se enganar pela trivialidade de querer ser aquilo pra sempre
- coisa de gente destemida.
Sunday, October 26, 2008
Friday, October 24, 2008
Pétalas de pedra
Do vasto campo das suas mentiras,
Arranquei pétalas de bem-me-quer.
Vivemos juntos naquele vidro aguádo,
Feito de imagens sem linhas nem faces,
Onde pétalas de pedra gritavam
Se pétalas de rosa falassem.
Arranquei pétalas de bem-me-quer.
Vivemos juntos naquele vidro aguádo,
Feito de imagens sem linhas nem faces,
Onde pétalas de pedra gritavam
Se pétalas de rosa falassem.
Thursday, October 23, 2008
O peso de um casaco
O maestro veste o casaco que tem o peso da imobilidade. A imobilidade veste o respeitável que tem o peso da soberba. A soberba veste o silêncio que tem o peso da solidão...
A solidão despe o silêncio que ganha a leveza da caridade. A caridade despe o respeitável que ganha a leveza da humildade. A humildade despe o maestro que ganha o peso do peso do peso...
A solidão despe o silêncio que ganha a leveza da caridade. A caridade despe o respeitável que ganha a leveza da humildade. A humildade despe o maestro que ganha o peso do peso do peso...
Wednesday, October 22, 2008
A taça
O cristal envolve, molha, imita,
sem portas ou tampas, distingue, estanca
faz de duas vidas uma, que se faz da outra, infinita.
Um dia,
A que se extende afora leva da outra o segundo, o minuto, hora,
e a taça funda sem razão e permanece oca
ali vazia - e um outro dia,
aquela que corre dentro rouba do mundo o silêncio, o sentido e o tempo
e a taça que de ar inunda, se enche de si e dorme
afogando-se histórias, dimensões, memórias
que do vasto mundo veio e emprestou pedaços
ao que resta denso, nú e cheio.
sem portas ou tampas, distingue, estanca
faz de duas vidas uma, que se faz da outra, infinita.
Um dia,
A que se extende afora leva da outra o segundo, o minuto, hora,
e a taça funda sem razão e permanece oca
ali vazia - e um outro dia,
aquela que corre dentro rouba do mundo o silêncio, o sentido e o tempo
e a taça que de ar inunda, se enche de si e dorme
afogando-se histórias, dimensões, memórias
que do vasto mundo veio e emprestou pedaços
ao que resta denso, nú e cheio.
Subscribe to:
Posts (Atom)