O cristal envolve, molha, imita,
sem portas ou tampas, distingue, estanca
faz de duas vidas uma, que se faz da outra, infinita.
Um dia,
A que se extende afora leva da outra o segundo, o minuto, hora,
e a taça funda sem razão e permanece oca
ali vazia - e um outro dia,
aquela que corre dentro rouba do mundo o silêncio, o sentido e o tempo
e a taça que de ar inunda, se enche de si e dorme
afogando-se histórias, dimensões, memórias
que do vasto mundo veio e emprestou pedaços
ao que resta denso, nú e cheio.
Wednesday, October 22, 2008
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