Tuesday, July 22, 2014

me deitei na grama úmida pra dizer adeus.
deixei que os pássaros me olhassem, me devendassem entre os viajantes
que os cães sentissem o cheiro do meu amor em decomposição
deixei solto e sem palavras o pulso forte que me perfurava
antes que carícias de histórias me devolvessem o sono surdo de outubro

mixto de morte e mundo
a grama-chama me dissolveu nas suas salivas finas
e o dia simplesmente verdejou entre os segundos

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