Mentira: querida companheira,
Peço perdão por ser-te infinitamente fiel, jovem musa das artimanhas; por acreditar cegamente em suas palavras tão livres e descompromissadas. Ah, amiga; você, que nunca desejou mais do que fazer da vida uma brincadeira, um exercício sem regras ou objetivos...
Peço desculpas por ter-lhe concedido, ainda que em pequenos gestos diários, todo o meu sincero afeto, assim me recusando a questionar a sua verdadeira essência.
Sim, conheço bem o nosso contrato, embora não seja capacitada a seguir-lo. Sei que faço da minha integridade uma indelicadeza, sei que firo fácil a sua natureza, seus critérios, seus princípios mas... assim o faço. Por motivos que ambos débilmente nutrimos; por um desejo pleno e vasto de tornar-te imóvel e inquestionável...
Tuesday, November 3, 2009
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