Sunday, December 27, 2009

um estranho afeto por seres simplificados
ainda que os repudie, os beijo
gatos pretos e seus excrementos

versos aguádos de voz sem explosões
lentos saltos de sílabas soltas
voa, meu coração, voa...
sai dos livros, das histórias cintilantes
dos acordes bem trançados de uma canção

beije o gato com a mesma paixão
que se descobre um povo, um segredo.
olhe-os pronta e decidida,
para mais uma vida farta
de mares e veleiros,
flores, canteiros
mortes e tantos despertares...