balaaaança, corpo
balaaaaaaaança, ainda mais
esqueça no chão esses sonhos roubados
e jogue-se ao vento sem freios,
dispindo-se dos véus acetinados de outrem
a cada impulso, um passo a menos
a cada vôo, um verso a menos
ao céu, me desfaço sob a luz materna
eliminando progressivamente
os traços verídicos do presente
me atiro ao infinito azul cintilante
pulverizado de pássaros flutuantes num papel jornal
ao fundo, um reflexo insustentável de uma criança
que voava alto, obstinada
ao alcance irrecusável
de uma pequena flor
Saturday, January 30, 2010
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